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Trump avalia reduzir sanções à Rússia para conter preços do petróleo, diz agência

Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera aliviar s...

Trump avalia reduzir sanções à Rússia para conter preços do petróleo, diz agência
Trump avalia reduzir sanções à Rússia para conter preços do petróleo, diz agência (Foto: Reprodução)

Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais em meio à guerra no Oriente Médio. A informação é da Reuters, citando fontes envolvidas nas discussões. Segundo a agência, as primeiras medidas podem ser anunciadas ainda nesta segunda-feira (9). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No início da noite, em declaração a jornalistas, o republicano confirmou que os EUA estão suspendendo algumas sanções — mas não especificou quais. 🔎 O movimento reflete a preocupação da Casa Branca de que a alta do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda, por exemplo, mostrou que 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano por conta da guerra. Desde que os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo dispararam. Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a subir 30% na madrugada de domingo para segunda-feira, atingindo US$ 119,48 por barril. Já o Brent (referência internacional) também superou os US$ 119, no maior nível desde 2022. Os possíveis impactos do aumento dos custos para os americanos passaram a preocupar o presidente. Por isso, ele indicou que poderá adotar medidas em três frentes principais: aliviar sanções sobre o petróleo; assumir o controle do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo global); utilizar o petróleo venezuelano. Trump afirmou nesta segunda-feira que 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela foram levados para refinarias em Houston, no Texas, e que outros 100 milhões também seguirão para os EUA. Diante do cenário, os contratos futuros do Brent e do WTI chegaram a recuar a cerca de US$ 88 o barril. A queda também ocorreu após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode acabar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News. "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano. Trump fala na Casa Branca em 03 de março de 2026 Mark Schiefelbein/AP Conversa com Putin O novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo avaliado por Trump poderia aumentar a oferta e, consequentemente, ajudar a aliviar os preços. As medidas, no entanto, ainda não foram detalhadas. O presidente americano participou nesta segunda-feira de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo governo russo. O telefonema durou cerca de uma hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca e disse que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito contra o Irã. Ainda segundo o governo russo, Trump voltou a expressar interesse em que a guerra na Ucrânia termine em breve. Liberação do Estreito de Ormuz é alternativa Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir rapidamente os preços do petróleo. Uma delas seria justamente restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. “O problema é que as opções vão de marginais a simbólicas ou profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes que participa das discussões com a Casa Branca. A turbulência nos mercados de energia ocorre em um momento sensível para Trump, que busca manter os preços dos combustíveis baixos como um dos pilares de sua mensagem econômica aos eleitores. Uma alta prolongada nos preços do petróleo e da gasolina poderia se espalhar pela economia, elevando custos de transporte e preços ao consumidor.