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Sete senadores tiveram mais votos que na eleição anterior, mas não conseguiram novo mandato

Senado inicia discussão sobre o fim da escala 6x1 sob impasse entre governo e oposição Dos 32 candidatos que buscaram a reeleição ao Senado no último domi...

Sete senadores tiveram mais votos que na eleição anterior, mas não conseguiram novo mandato
Sete senadores tiveram mais votos que na eleição anterior, mas não conseguiram novo mandato (Foto: Reprodução)

Senado inicia discussão sobre o fim da escala 6x1 sob impasse entre governo e oposição Dos 32 candidatos que buscaram a reeleição ao Senado no último domingo (4), apenas 14 (43,8%) conseguiram renovar o mandato. Entre os demais, sete tiveram desempenho melhor do que na eleição anterior, em 2018, mas, ainda assim, foram derrotados. Carlos Fávaro (PSD-MT), Carlos Viana (PSD-MG), Ciro Nogueira (PP-PI), Esperidião Amin (PP-SC), Leila Barros (PDT-DF), Renan Calheiros (MDB-AL) e Zequinha Marinho (Podemos-PA), juntos conseguiram somar 910.967 votos a mais do que na eleição passada e, mesmo assim, não conseguiram se reeleger. Veja caso a caso: Carlos Fávaro (PSD-MT) - de 371.857 para 411.020 (aumento de 39.163) Carlos Viana (PSD-MG) - de 3.568.658 para 3.583.487 (aumento de 14.829) Ciro Nogueira (PP-PI) - de 897.959 para 904.961 (aumento de 7.002) Esperidião Amin (PP-SC) - de 1.226.064 para 1.233.034 (aumento de 6.970) Leila Barros (PDT-DF) - de 467.787 para 686.340 (aumento de 218.553) Renan Calheiros (MDB-AL) - de 621.562 para 731.045 (aumento de 109.483) Zequinha Marinho (Podemos-PA) - de 1.374.956 para 1.889.653 (aumento de 514.697) As derrotas dos senadores não foram concentradas a uma determinada corrente política. ➡️Em Alagoas, no Distrito Federal, Mato Grosso e Santa Catarina, os senadores foram superados por candidatos de centro-direita. ➡️Já nos casos de Minas Gerais, Pará e Piauí, a população decidiu por eleger candidatos de centro-esquerda. Plenário do Senado começa a discutir proposta de emenda à Constituição do fim da escala 6x1 Jornal Nacional/ Reprodução Em alguns casos, como da senadora Leila, nem ter conseguido o equivalente a metade (46,7%) dos votos que teve na eleição anterior a mais foi suficiente para gabaritá-la para um novo mandato. No Distrito Federal, Leila perdeu para Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Bia Kicis (PL-DF), em votação recorde. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que perdeu a disputa no estado para o opositor Arthur Lira (PP-AL) e a esposa do prefeito de Maceió e eleito governador do estado, Marina JHC (PSDB-AL), ficou atrás por 195,8 mil votos uma diferença de quase o dobro dos votos a mais que conseguiu este ano. Além deles, outros 11 senadores conseguiram se reeleger e ainda aumentaram a quantidade de votos recebidos em relação a última eleição que concorreram ao posto. Com isso, oito acabaram ficando entre os mais votados na corrida eleitoral. Entre eles, apenas o senador Carlos Portinho (PL-RJ) não foi cabeça da chapa que concorreu em 2018, à época ele era 1º suplente do senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), que acabou falecendo durante a pandemia. Carlos Portinho (PL-RJ) - de 2.382.265 para 4.264.932 (aumento de 1.882.667) Eduardo Braga (MDB-AM) - de 607.286 para 1.240.471 (aumento de 633.185) Eduardo Gomes (PL-TO) - de 248.358 para 450.191 (aumento de 201.833) Humberto Costa (PT-PE) - de 1.713.565 para 2.531.389 (aumento de 817.824) Lucas Barreto (PSD-AP) - de 128.186 para 213.948 (aumento de 85.762) Marcelo Castro (MDB-PI) - de 812.213 para 1.307.833 (aumento de 495.620) Márcio Bittar (PL-AC) - de 185.066 para 223.972 (aumento de 38.906) Plinio Valério (PSDB-AM) - de 834.809 para 948.793 (aumento de 113.984) Rogério Carvalho (PT-SE) - de 300.247 para 511.142 (aumento de 210.895) Styvenson Valentim (Podemos-RN) - de 745.827 para 1.055.000 (aumento de 309.173) Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) - de 844.786 para 974.550 (aumento de 129.764) Entre os eleitos, o melhor desempenho ficou com o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que conseguiu mais que dobrar a quantidade de votos recebida, o único que conseguiu tal feito. Já os senadores Plínio Valério (PSDB-AM) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PA), conseguiram pouco mais de 10% de votos em relação a 2018, mas ainda assim foi a quantidade necessária para vencer os terceiros colocados em seus estados. Valério venceu o concorrente por uma diferença de 39,6 mil votos. Já Vital do Rêgo teve 79 mil votos a mais que Nabor Wanderley Motta (Republicanos-PB), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Perda de desempenho Por outro lado, outros 11 senadores eleitos em 2018 tiveram perda de rendimento em relação à eleição anterior e, consequentemenete, não conseguiram se reeleger ao Senado Federal. Em dois estados, Espírito Santo e Maranhão, a população acabou rejeitando a dupla que havia elegido em 2018. O maior derrotado foi o senador Marcos do Val (Avante-ES), envolvido em muitas polêmicos na última legislatura, e que viu seu desempenho nas urnas sair de 863.359 votos para 167.900, uma redução de 80,6% na preferência do eleitor, o colocando em sexto lugar entre os que disputaram uma das vagas ao Senado pelo estado. Entre os principais nomes que não conseguirão retornar ao Senado, está o do atual líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que não conseguiu ser reeleito no Amapá, perdendo para Rayssa Furlan (Podemos-AP), esposa do governador eleito, Dr. Furlan (Podemos-AP), e para o senador Lucas Barreto (PSD-AP), que buscava a reeleição. Rodrigues perdeu a reeleição por 50 mil, quase metade dos votos que deixou de receber em comparação a 2018. A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) também ficou de fora da próxima legislatura. Ela recebeu 30 mil votos a menos do que em 2018 e terminou a disputa 5.765 votos atrás da vencedora, Samanda de Lula (PT-RN), que ocupará a vaga a partir de 2027. Senadores que não conseguiram se reeleger Angelo Coronel (Republicanos-BA) - de 3.927.598 para 2.898.885 (redução de 1.028.713) Chico Rodrigues (PSB-RR) - de 111.466 para 81.845 (redução de 29.621) Eliziane Gama (PT-MA) - de 1.539.942 para 696.298 (redução de 843.644) Fabiano Contarato (PT-ES) - de 1.117.036 para 521.431 (redução de 595.605) Marcos do Val (Avante-ES) - de 863.359 para 167.900 (redução de 695.459) Randolfe Rodrigues (PT-AP) - de 264.798 para 163.857 (redução de 100.941) Sérgio Petecão (PSD-AC) - de 244.109 para 90.849 (redução de 153.260) Soraya Thronicke (PSB-MS) - de 373.712 para 340.788 (redução de 32.924) Vanderlan Cardoso (PSD-GO) - de 1.729.637 para 633.843 (redução de 1.095.794) Weverton Rocha (PDT-MA) - de 1.997.450 para 1.086.318 (redução de 911.132) Zenaide Maia (PSD-RN) - de 660.315 para 630.159 (redução de 30.156)