PMEs já concentram 43% dos ataques cibernéticos mapeados na América Latina
A ideia de que os hackers só atacam grandes empresas ficou no passado. Hoje, o cenário é o oposto, com as pequenas e médias empresas (PMEs) se tornando alvo...
A ideia de que os hackers só atacam grandes empresas ficou no passado. Hoje, o cenário é o oposto, com as pequenas e médias empresas (PMEs) se tornando alvo frequentes do crime digital. Algumas pesquisas confirmam que essa mudança de foco é real e bem preocupante: Dados da IBM Security revelam que cerca de 62% dos ataques cibernéticos atuais são direcionados contra pequenas e médias empresas Em 2025, a Kaspersky registrou 553 milhões de tentativas de ataques de phishing no Brasil em apenas 12 meses. Desse volume massivo na América Latina, 43% tiveram como alvo as PMEs Enquanto uma grande corporação tem condições financeiras para se recuperar, o impacto em um negócio menor costuma ser fatal para o caixa. Segundo a National Cyber Security Alliance (NCSA) e a ConnectWise, mais de 60% das PMEs que são alvo de ransomware fecham as portas em até seis meses após o ataque Os 4 pilares que expõem as empresas de menor porte Um criminoso no mundo físico vai preferir gastar tempo e arriscar a vida tentando invadir uma mansão blindada, cheia de câmeras e guardas armados, ou achará melhor invadir uma casa comum, com um muro visivelmente mais baixo e sem reforços como cerca elétrica e alarme? É exatamente essa lógica do "muro baixo" que transformou as PMEs no principal foco de atuação do cibercrime. Os hackers perceberam que as empresas de menor porte também possuem ativos digitais altamente valiosos, como dados cadastrais, informações financeiras e propriedade intelectual, mas tentam protegê-los com defesas frágeis e orçamentos limitados. Sua empresa sobreviveria a um vazamento de dados? Além disso, as pequenas e médias empresas também servem como pontes de acesso indireto para invadir grandes corporações parceiras de sua cadeia de suprimentos. O método de ataque não necessariamente muda conforme o alvo, e muitas vezes se baseia em uma lógica de copia-e-cola. Em vez de desenvolver ferramentas personalizadas para cada vítima, os cibercriminosos usam exatamente os mesmos códigos maliciosos e táticas avançadas criadas para atacar grandes empresas ao mirar em PMEs, o que significa que as empresas menores não enfrentam ameaças menos perigosas, mas sim ataques digitais altamente sofisticados. O que mais explica as PMEs serem alvo frequente do cibercrime? Recursos limitados em TI, com equipes enxutas que muitas vezes estão focadas apenas em resolver problemas operacionais do dia a dia Falta de políticas de segurança, como uso de senhas fracas, falta de controle sobre quem acessa os dados e ausência de uma segunda camada de confirmação nos logins Estrutura tecnológica defasada, como sistemas operacionais sem suporte do fabricante e servidores mal configurados Orçamento restrito para contratar especialistas ou comprar softwares de última geração Como a sua PME pode se prevenir contra o crime digital Para proteger o seu patrimônio e evitar que a sua pequena ou média empresa seja a próxima vítima de um ataque cibernético, o caminho é adotar medidas práticas de prevenção, entre elas: Considerar a terceirização da equipe de TI, já que manter um time interno dedicado pode custar até 3 vezes mais segundo estimativas de mercado Fazer backups regulares e mantê-los isolados da rede principal, além de realizar testes práticos para saber se o backup realmente funciona em uma emergência Usar senhas fortes e não repeti-las em diferentes contas Habilitar a autenticação multifator (MFA) em todas as contas e sistemas da empresa Adotar a abordagem Zero Trust, configurando a rede sob o princípio do privilégio mínimo, em que cada colaborador deve ter acesso exclusivo e restrito aos arquivos necessários para a sua função Acompanhar o comportamento do tráfego em tempo real para identificar e barrar qualquer sinal de atividade suspeita antes que o invasor faça algum estrago na rede corporativa Manter todos os softwares, aplicativos e sistemas operacionais atualizados na versão mais recente Instalar softwares de segurança confiáveis em todos os dispositivos da empresa, incluindo os notebooks dos funcionários que trabalham em home office Habilitar a segurança de um firewall de nova geração (NGFW) Implementar políticas de segurança com regras claras sobre o uso dos dispositivos e da internet, além de educar os funcionários para reconhecer ameaças comuns, como links suspeitos e e-mails falsos Desenvolver um plano de resposta a incidentes em conjunto com as principais áreas da empresa para saber exatamente quem acionar e o que fazer caso ocorra alguma suspeita de vazamento de dados Proteja a infraestrutura digital do seu pequeno negócio com quem entende do assunto Quer manter a sua PME protegida com soluções sob medida para a realidade da sua empresa? Conte com a Ligga Telecom! Nós cuidamos de toda a sua infraestrutura digital com conexão 100% fibra, monitoramento de link, ferramentas de segurança de última geração e suporte especializado para que você possa focar apenas no crescimento do seu negócio.