Mulher denuncia falha em exame toxicológico para CNH após ter parte da cabeça raspada em laboratório na PB; VÍDEO
Mulher tem parte de cabeça raspada após fazer exame para tirar CNH, na Paraíba Uma mulher denunciou nas redes sociais um suposto problema ocorrido durante a ...
Mulher tem parte de cabeça raspada após fazer exame para tirar CNH, na Paraíba Uma mulher denunciou nas redes sociais um suposto problema ocorrido durante a realização de um exame toxicológico obrigatório para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em um laboratório de análises clínicas de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. O caso aconteceu no sábado (11). A denúncia foi publicada pela própria mulher, que relatou a situação em um vídeo nas redes sociais. Veja vídeo da denúncia acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Desde maio deste ano, candidatos à primeira habilitação também passaram a ser obrigados a apresentar resultado negativo em exame toxicológico, conforme determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ana Karolina relatou que teve problemas durante a realização do exame em um laboratório de análises clínicas de Sapé. Segundo ela, o procedimento de coleta do material teria sido feito de forma inadequada, com a retirada de duas grandes mechas de cabelo, uma na parte central da cabeça e outra na lateral. A candidata afirmou que a situação causou dor e afetou sua autoestima. De acordo com o relato, a coleta deveria ter sido feita apenas uma vez, mas precisou ser repetida após a profissional responsável informar que um dos envelopes usados para armazenar a amostra havia sido rasgado. “Ela tirou meu cabelo duas vezes, onde era para ter tirado só uma, e em menor quantidade. Ainda queria retirar uma terceira mecha, alegando que não iria valer”, afirmou a mulher no vídeo. Ana Karolina disse que questionou a necessidade de uma nova retirada de cabelo e sugeriu que fosse feita apenas a substituição do envelope danificado. Segundo ela, após a insistência, a profissional teria informado que a amostra poderia ser encaminhada mesmo com o pequeno rasgo no material utilizado para acondicionamento. Após chegar em casa, a candidata afirmou ter percebido a dimensão da área retirada durante o procedimento e classificou a coleta como desnecessária. No vídeo publicado nas redes sociais, ela também relatou ter sentido dor durante a realização do exame, que, segundo ela, foi registrado em vídeo. Ainda conforme o relato de Ana Karolina, ao final do procedimento, a profissional teria orientado que ela mantivesse o cabelo preso para esconder a região afetada pela coleta. Laboratório admite falha em procedimento Cabeça da mulher foi raspado duas vezes durante o procedimento Reprodução/Instagram Após a repercussão do caso, o laboratório responsável pela coleta publicou uma nota nas redes sociais informando que fez uma apuração interna e identificou uma falha no procedimento. Na manifestação, a empresa afirmou que a situação não representa os valores adotados pelo laboratório e pediu desculpas pelo ocorrido. “Após apuração interna, identificamos que houve uma falha no procedimento, situação que não reflete os valores de cuidado, respeito e acolhimento que fazem parte da nossa história", diz trecho da nota. O laboratório também informou que entrou em contato com a paciente para oferecer assistência após o ocorrido. Ana Karolina, no entanto, contestou a informação e afirmou que não recebeu suporte da empresa. Segundo ela, na manhã desta segunda-feira (13), retornou ao laboratório para buscar documentos que haviam permanecido no local e informou que registraria um Boletim de Ocorrência (B.O.) sobre o caso. O g1 tentou contato com o laboratório para obter um posicionamento atualizado sobre as alegações da paciente, mas, até a publicação desta reportagem, não recebeu retorno. Exame toxicológico passou a ser exigido para primeira habilitação Exame toxicológico agora é obrigatório para novos condutores A exigência, que antes era aplicada principalmente às categorias C, D e E, passou a alcançar também os candidatos às categorias A, B e AB, como forma de comprovar que o futuro condutor não faz uso de substâncias psicoativas. Segundo a Senatran, a medida busca garantir que todos os novos motoristas cadastrados no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) apresentem exame com resultado negativo antes da emissão da CNH. A obrigatoriedade, no entanto, não se aplica aos candidatos que já haviam emitido o registro no Renach antes da data estabelecida pelo órgão. Como funciona o exame toxicológico Mulher fez registro das amostras coletadas no dia do exame Reprodução/Instagram O exame toxicológico exigido para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deve ser feito exclusivamente em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ou em postos de coleta vinculados a esses estabelecimentos. A coleta não pode ser feita em locais sem credenciamento, como residências, empresas ou unidades móveis. Na maioria dos casos, o material utilizado é uma pequena mecha de cabelo, retirada próxima à raiz. Quando não há cabelo em quantidade suficiente, podem ser utilizados pelos do corpo e, em situações específicas, unhas. O procedimento prevê a coleta de duas amostras: uma destinada à análise laboratorial e outra armazenada para uma eventual contraprova, que pode ser solicitada pelo candidato caso queira contestar o resultado do exame. Após a coleta, o laboratório tem até 15 dias para emitir o laudo e registrar o resultado no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach). O exame tem validade de 90 dias e permite identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período de aproximadamente três meses anteriores à coleta. Os laboratórios que fazem o exame precisam seguir normas técnicas estabelecidas pela Senatran e estão sujeitos à fiscalização dos órgãos de trânsito, podendo sofrer penalidades em caso de descumprimento das regras. O que pode ser detectado no exame? Esse método permite identificar o consumo de substâncias psicoativas ao longo de aproximadamente 90 dias ou mais, sendo considerado um dos exames de maior alcance para detectar o uso retrospectivo de drogas. Entre as substâncias que podem ser identificadas estão maconha, cocaína, anfetaminas, ecstasy, LSD, heroína e morfina, entre outras. O exame também pode ser utilizado em processos admissionais, investigações judiciais, acompanhamento de tratamentos para dependência química e em casos de suspeita de intoxicação ou overdose. Vídeos mais assistidos no g1 Paraíba