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Mark Zuckerberg 'autorizou pessoalmente' violação de direitos autorais da Meta, dizem editoras

Cinco editoras e o autor Scott Turow processaram a Meta e seu CEO nesta terça-feira (5). Eles acusam a empresa de usar, sem autorização, milhões de livros e...

Mark Zuckerberg 'autorizou pessoalmente' violação de direitos autorais da Meta, dizem editoras
Mark Zuckerberg 'autorizou pessoalmente' violação de direitos autorais da Meta, dizem editoras (Foto: Reprodução)

Cinco editoras e o autor Scott Turow processaram a Meta e seu CEO nesta terça-feira (5). Eles acusam a empresa de usar, sem autorização, milhões de livros e artigos protegidos por direitos autorais para treinar seu sistema de inteligência artificial, o Llama. A ação foi apresentada em um tribunal federal em Manhattan e abre uma nova frente na disputa entre o setor editorial e empresas de tecnologia que desenvolvem ferramentas de IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo os autores, Zuckerberg e a Meta seguiram o lema “agir rápido e quebrar coisas” ao utilizar um grande volume de obras sem permissão para alimentar o sistema. Vídeos em alta no g1 Além disso, eles afirmam que o uso desse material ocorreu sem pagamento ou autorização dos criadores. “Os réus reproduziram e distribuíram milhões de obras protegidas por direitos autorais sem autorização, sem oferecer qualquer compensação a autores ou editoras e com pleno conhecimento de que sua conduta violava a lei”, diz um trecho da ação. “O próprio Zuckerberg autorizou pessoalmente e incentivou ativamente a infração.” Meta rebate acusações e disputa se intensifica Entre os autores publicados pelas editoras que movem a ação — Elsevier, Cengage, Hachette Book Group, Macmillan e McGraw Hill — estão nomes como Scott Turow, Donna Tartt e também Yiyun Li e Amanda Vaill, vencedoras do Prêmio Pulitzer de 2026. Em nota divulgada na segunda-feira, a Meta afirmou que pretende “defender-se vigorosamente” das acusações. “A inteligência artificial está impulsionando inovações transformadoras, produtividade e criatividade para indivíduos e empresas, e tribunais têm reconhecido que o treinamento de IA com material protegido por direitos autorais pode se enquadrar como uso justo”, diz parte do comunicado. Nos últimos anos, disputas desse tipo têm se tornado mais frequentes. Autores e editoras passaram a acionar a Justiça para contestar o uso de suas obras no treinamento de sistemas de inteligência artificial. Em 2025, a própria Meta concordou em encerrar uma ação coletiva movida por escritores, e a decisão final desse acordo deve ser analisada na próxima semana. Mark Zuckerberg, CEO da Meta Reuters