cover
Tocando Agora:

Justiça manda soltar motorista de BMW acusado por morte de corretor na Dutra em São José dos Campos (SP)

Matheus Helfstein morreu em um acidente na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda A Justiça de São Paulo determinou a so...

Justiça manda soltar motorista de BMW acusado por morte de corretor na Dutra em São José dos Campos (SP)
Justiça manda soltar motorista de BMW acusado por morte de corretor na Dutra em São José dos Campos (SP) (Foto: Reprodução)

Matheus Helfstein morreu em um acidente na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda A Justiça de São Paulo determinou a soltura de Heitor Rabelo Stetner, acusado de causar o acidente que matou o corretor de imóveis Matheus Helfstein, de 20 anos, na Via Dutra, em São José dos Campos (SP). A decisão foi tomada por maioria de votos pela 10ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em julgamento de habeas corpus realizado no dia 10 de setembro. O tribunal determinou a revogação da prisão preventiva e a aplicação de medidas cautelares. São elas: Proibição de manter contato com a vítima sobrevivente ou qualquer testemunha; Proibição de se ausentar da comarca de residência por mais de 8 dias sem autorização; e comparecimento a todos os atos processuais; O acidente foi no dia 28 de setembro de 2025, na altura do km 148 da Dutra, no sentido São Paulo. Segundo a acusação, Heitor dirigia uma BMW em alta velocidade após consumir bebidas alcoólicas quando bateu na traseira do Honda Fit em que estava Matheus. Matheus foi lançado para fora do veículo e acabou atropelado por outros dois carros que passavam pela rodovia. Ele morreu no local. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Jovem vítima de acidente na Dutra foi cremado em São José dos Campos A defesa de Heitor Rabelo Stetner disse que "recebe com serenidade e respeito a decisão que reconheceu a ilegalidade da prisão e determinou sua consequente revogação". Em nota, a defesa também informou que segue confiante "de que, ao final do processo, ficará igualmente demonstrado que o réu jamais teve a intenção de praticar a conduta que lhe é imputada, tampouco assumiu o risco de produzir o resultado". Decisão No habeas corpus, a defesa de Heitor questionou a manutenção da prisão preventiva. A relatora original do caso, desembargadora Rachid Vaz de Almeida, votou contra o habeas corpus ao considerar a gravidade dos fatos e os fundamentos apresentados na decisão de pronúncia. O desembargador Nelson Fonseca Júnior, que acabou sendo acompanhada pela maioria, entendeu que não havia fundamentação concreta suficiente para manter a prisão. Segundo ele, decisões anteriores haviam utilizado justificativas genéricas para restabelecer e manter a custódia, sem indicar novos elementos ou um risco atual que justificasse a prisão. O desembargador considerou que medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal são suficientes para garantir o andamento do processo. Polícia Civil prende suspeito de causar acidente que matou corretor de imóveis na Dutra, em São José Reprodução Júri popular Em maio deste ano, a Justiça de São José dos Campos havia decidido que Heitor deveria ser levado a júri popular. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo segue em grau de recurso e, por isso, ainda não há data agendada para o júri popular. A data do julgamento só será definida ao final da fase recursal, caso a decisão que determinou que Heitor seja levado a júri seja mantida. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina