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Bom momento do mercado de trabalho no Brasil não esconde desigualdades que ainda persistem

Taxa de desemprego é desigual entre estados O Brasil registrou a menor taxa de desemprego, em 2025, desde 2012. Mas, na comparação entre estados, ainda exist...

Bom momento do mercado de trabalho no Brasil não esconde desigualdades que ainda persistem
Bom momento do mercado de trabalho no Brasil não esconde desigualdades que ainda persistem (Foto: Reprodução)

Taxa de desemprego é desigual entre estados O Brasil registrou a menor taxa de desemprego, em 2025, desde 2012. Mas, na comparação entre estados, ainda existe muita diferença. Já são mais de 30 anos trabalhando na rua. Foi a maneira que o vendedor de amendoim Almir Costa Pavão encontrou para conseguir renda, quando se mudou do Maranhão para o Rio de Janeiro. “Lá não tinha emprego direito para trabalhar. Trabalhar na rua, ganha pouco, mas é aquilo, certinho”, diz. O Brasil fechou 2025 com a menor taxa de desemprego registrada pelo IBGE desde o início da pesquisa, em 2012. Mas as desigualdades entre os estados continuam. Das 27 unidades da federação, 15 registraram uma desocupação acima da média nacional. O desemprego é maior no Piauí, na Bahia e em Pernambuco; e menor em Mato Grosso, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “Na região Centro-Oeste, a gente tem tido um crescimento da agropecuária muito forte. No Sul e no Sudeste, a gente tem historicamente um retrato maior de uma indústria que também produz mais. A gente vê que até os serviços dentro das regiões Sudeste e Sul são serviços um pouco mais produtivos. E produtivos não é que as pessoas trabalham mais, produtivos porque acabam gerando valor para a economia maior”, explica Rodolpho Tobler, economista e pesquisador FGV Ibre. Bom momento do mercado de trabalho no Brasil não esconde desigualdades que ainda persistem Jornal Nacional/ Reprodução Em seis estados, a informalidade predomina no mercado de trabalho. De cada dez trabalhadores no Maranhão, seis são informais. Depois vêm Pará, Bahia, Piauí, Ceará e Amazonas. O Edson Rodrigues da Silva era empregado em uma empresa de iluminação pública, mas foi demitido na pandemia. Há cinco anos, é vendedor ambulante no Centro de Salvador. “Trabalhei em várias situações, já vendi relógio, já vendi mochila. Para ambulante, tirar férias assim, é quando está cansado, fica um dia em casa, dois dias. Depois, volta para rua”, conta. A informalidade é menor em Santa Catarina, no Distrito Federal e em São Paulo. “Como transformar outras regiões do país em mais produtivas, que gerem mais empregos, empregos formais. Isso requer políticas públicas que mirem o desenvolvimento de algumas regiões. Desenvolver a mão de obra dessas regiões é muito importante para que se tenha mão de obra de qualidade, que possa atender também os desejos de empresas que são mais produtivas”, afirma Rodolpho Tobler, economista e pesquisador FGV Ibre. De 7h às 19h, o vendedor de tapioca e churros Ednaldo Santiago garante: tem tapioca fresquinha, ao gosto do cliente. Nessa rotina pesada, ele conquistou alguns sonhos da família. Ednaldo Santiago: Comprei casa própria, graças a Deus. Repórter: Tem muito orgulho? Ednaldo: Demais. LEIA TAMBÉM Desemprego cai em 6 estados brasileiros no 4º trimestre de 2025, diz IBGE MAPA: Veja quanto tempo as pessoas levam para chegar ao trabalho na sua cidade MAPA: Veja qual é o principal meio de transporte usado para ir ao trabalho na sua cidade