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Após transplante de medula, atleta do TO conquista medalhas e representa o Brasil em competição internacional

Lara Miranda passou por um transplante de medula óssea e participa de competições esportivas para transplantados Arquivo Pessoal de Lara Miranda A influencia...

Após transplante de medula, atleta do TO conquista medalhas e representa o Brasil em competição internacional
Após transplante de medula, atleta do TO conquista medalhas e representa o Brasil em competição internacional (Foto: Reprodução)

Lara Miranda passou por um transplante de medula óssea e participa de competições esportivas para transplantados Arquivo Pessoal de Lara Miranda A influenciadora e atleta de corrida Lara Miranda Brito Sousa, de 31 anos, se prepara para disputar a 1ª edição dos Jogos Pan-Americanos para Atletas Transplantados, que serão realizados entre os dias 21 e 25 de outubro de 2026, em Maldonado, no Uruguai. Para ela, o desafio é também uma celebração da vida após vencer o câncer e passar por um transplante de medula óssea. "Além da competição, é um momento de celebração da vida, de incentivo à doação de órgãos e de mostrar que é possível recomeçar. Hoje estou vivendo coisas extraordinárias que nunca imaginei", comentou. Moradora de Paraíso do Tocantins, na região central do estado, Lara tinha afinidade com esportes e levava uma vida ativa e saudável. Por isso, o diagnóstico de leucemia mieloide aguda, recebido em setembro de 2021, surgiu como um choque. "Nunca imaginei que uma pessoa tão saudável pudesse passar por isso. Foi um baque porque era um mundo completamente desconhecido para mim", contou. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Os sintomas começaram com uma anemia persistente, apesar dos tratamentos convencionais. Além da fraqueza constante, ela também passou a notar queda no desempenho esportivo. "Eu comecei a tomar ferro para tentar melhorar, mas não melhorava. Só fui perdendo o rendimento nos treinos e sentindo muita fraqueza", relembra. LEIA TAMBÉM: Decolagem, abastecimento e queda: veja o que se sabe sobre acidente que matou piloto e empresário no TO De trabalhadora rural a ‘estrela da web’: quem é Vovozinha do TikTok que viralizou com cambalhota na piscina Botos-do-Araguaia são resgatados após ficarem presos em poça de água de rio que secou no TO Agora no g1 Após o diagnóstico, Lara seguiu para Barretos (SP), onde iniciou o tratamento oncológico. Ela passou por sessões de quimioterapia e entrou em remissão. Mas, em 2023, quando treinava para correr sua primeira meia maratona no Rio de Janeiro, recebeu uma nova notícia difícil: o câncer havia voltado mais agressivo e seria necessário realizar um transplante de medula óssea. "Quando fiquei sabendo que precisava do transplante, achei que nunca mais teria uma rotina ativa porque eu não conhecia a vida de uma pessoa transplantada. Eu achava que nunca mais teria uma vida ativa porque sentia muita fraqueza", contou. Foi durante esse período que Lara encontrou uma motivação inesperada. Ela descobriu a existência dos World Transplant Games, competição internacional destinada a atletas transplantados realizada a cada dois anos, e transformou aquela possibilidade em um objetivo pessoal. "Aquilo se tornou uma meta. Passar pelo transplante, voltar a ser ativa e, um dia, participar dessas competições", relembrou. Lara afirma que sua relação com o esporte teve papel decisivo durante todo o processo. Acostumada à disciplina dos treinos desde 2018, Lara acredita que a mentalidade construída na corrida ajudou a enfrentar os momentos mais difíceis do tratamento. "A disciplina da corrida me ajudou muito durante o tratamento e na recuperação. Me ajudou a ter uma mente mais forte para passar pelo processo sem desanimar. Eu acredito que o esporte é uma escola de combate. Ele ajuda a gente a vencer os desafios fora dele." Após o transplante, Lara precisou esperar um ano para voltar a correr. O retorno aconteceu apenas em julho de 2024. Inicialmente, a intenção era apenas recuperar a qualidade de vida. "Voltei a correr para celebrar minha vida e tudo o que passei", disse. Medalhas e novos desafios O objetivo sonhado durante o tratamento se tornou realidade em 2025. Lara participou dos World Transplant Games, na Alemanha, competindo nas provas de 5 quilômetros, 1.500 metros, 800 metros, 400 metros e 100 metros. O resultado superou as expectativas. Ela conquistou o segundo lugar em três modalidades. "Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. Além da competição, existe uma troca de experiências com pessoas do mundo inteiro que passaram por processos semelhantes." Agora ela se prepara para mais um desafio internacional. Os Jogos Pan-Americanos para Atletas Transplantados, no Uruguai. A expectativa é disputar as mesmas cinco provas e trazer mais medalhas para o Brasil. "Acho que vai ser uma experiência bem legal. É um campeonato que tem muito propósito", comentou. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.